Fotografia e midiativismo na 7ª Semana de Comunicação

Quatro coletivos debateram a temática com os alunos a partir de suas experiências em movimentos sociais

Por Ana Luiza Mazzari[1]

Edição por Mayara Lobato[2]

Os coletivos fotográficos surgiram principalmente como intuito de gerar novos olhares e novos modelos de representação dos acontecimentos cotidianos. Para promover um debate sobre essa temática, o FIAMFAAM Centro Universitário proporcionou nesta terça-feira (03/10), no campus Ana Rosa, uma mesa redonda composta por quatro coletivos de diferentes vertentes, mas todos com a mesma missão: mostrar o mundo de um outro jeito.

Os Mamana, Everyday Mogi, R.U.A. e Imagens do Povo marcaram presença no evento. Eles utilizam a fotografia para mostrar um olhar menos usual do mundo e para chamar atenção para cenas cotidianas que costumam passar em branco. Cada coletivo tem sua especificidade e seu ângulo próprio de registro. A mesa foi organizada pelo professor do curso de Jornalismo Eduardo Viné Boldt.

O olhar muitas vezes idealizado proposto por muitos veículos de comunicação cai por terra quando o coletivo Everyday Mogi entra em cena. Com a proposta de desmistificar e de desconstruir o olhar dos moradores de Mogi das Cruzes (SP), suas fotografias buscam mostrar um lado da cidade esquecido pelos moradores e valorizar suas belezas e qualidades.

Mamana, coletivo composto 100% por mulheres, surgiu com o intuito de trazer o feminino de forma mais intensa para o fotojornalismo e, concomitantemente, quebrar a hegemonia masculina na profissão.  Possui como missão também expor o trabalho de mulheres autônomas ou não, conferindo visibilidade a essas personalidades.

O R.U.A. é composto por fotógrafos de diferentes regiões do país que formaram o grupo durante as manifestações ocorridas em junho de 2013, e permaneceram unidos em prol de causas como a do negro e do indígena. Sua maior preocupação é, além de fotografar, contar a história que antecede e a que continua acontecendo. Analisar, entender e retratar é o lema do R.U.A.

A mesa também contou com a presença de Rovena, uma das representante do coletivo Imagens do Povo, da favela da Maré, no Rio de Janeiro. Seu foco é atuar com um olhar endógeno nas áreas populares contando com a participação dos próprios moradores.

Além da mesa, foram ministradas diversas oficinas, dentre elas a do professor Eduardo Luiz Correia, cujo tema era “Sherlock Holmes e o Jornalismo”. A oficina foi baseada em sua tese de doutorado que abrange o jornalismo investigativo, a narrativa de ficção e a de não ficção. “A oficina ajudou a ampliar meus horizontes e me despertou interesse em seguir nessa área da profissão, conta Guilherme Santos, aluno de Jornalismo do FIAMFAAM.

Confira também a reportagem em vídeo produzida por Pamela Emerich, aluna do sexto semestre de Jornalismo e monitora da AICom:

[1] Aluna do segundo semestre de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação.

[2] Professora de Jornalismo do FIAMFAAM Centro Universitário. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

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