“Eu sou a próxima”

Semana da Comunicação debate o documentário sobre a morte de Luana Barbosa

Por Lucas Oliveira [1]

Edição por Nadini Lopes [2]

 

A palestra sobre o documentário “Eu Sou a Próxima” foi realizada no auditório do Campus Ana Rosa no período noturno do primeiro dia da Semana de Comunicação e trouxe Fernanda Gomes, membro do Coletivo Luana Barbosa. A palestrante falou sobre o documentário que conta a história da mulher negra, lésbica e moradora da periferia de Ribeirão Preto morta durante uma abordagem da polícia militar no ano de 2016.

Luana Barbosa foi abordada por três policiais militares quando levava o filho para um curso em Ribeirão Preto, nesse momento a jovem pediu para que a revista fosse feita por uma policial mulher, porém teve seu pedido negado e acabou sendo agredida. Após cinco dias internada acabou falecendo com traumatismo craniano encefálico e isquemia cerebral.

De acordo com informações do portal G1, a Justiça Militar do Estado de São Paulo (JMSP), emitiu uma nota informando que o Ministério Público considerou que não houve indícios de crime militar. A promotora Robinete Le Fosse pediu o arquivamento do caso pela total ausência de materialidade delitiva. Entretanto o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou a reabertura das investigações na esfera civil do caso de Luana.

O documentário é uma homenagem para a jovem e o grupo relata violências verbais e físicas contra essa classe, que vem buscando mais visibilidade pública do Estado. A produção foi feita com base nos relatos de mulheres lésbicas, bissexuais e negras que sofreram algum tipo de agressão, mas principalmente, o sexual.

A produção foi realizada por um grupo de nove mulheres, entre elas, Fernanda Gomes de Almeida, que se fez presente na palestra e parabenizou o FIAM FAAM Centro Universitário pela iniciativa. “Ter uma professora aqui nessa faculdade com um núcleo negro de estudo é um passo muito grande”, comenta.

O aluno Breno Magalhães Lopes Joaquino do curso de jornalismo relatou que já presenciou diversos preconceitos. “Quando eu trabalhava tinha um rapaz homossexual que perguntou uma informação e não quiseram responde-lo”, conta.

O evento foi mediado pela professora Maria Lúcia da Silva, que abrange o corpo docente do FIAM FAAM e coordena o Núcleo de Estudos Étnico-raciais (NERA).

[1] Aluno do segundo semestre do curso de Jornalismo e monitor da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo do FIAMFAAM Centro Universitário. Atua na Agência Integrada de Comunicação.

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