Núcleo de estudos étnico-raciais promove debate sobre o imigrante negro no Brasil

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Por Livia Lobo

Edição: Prof. Nadini Lopes

Na noite desta segunda-feira, 18 de setembro, os alunos dos cursos de comunicação e da escola de educação do FIAMFAAM Centro Universitário, foram convidados para uma palestra sobre a imigração de negros no Brasil. A iniciativa foi do Núcleo de Estudos Étnico-Raciais (NERA).

A primeira parte do evento contou com a apresentação dos trabalhos de conclusão de curso dos alunos egressos que abordaram a temática em suas pesquisas. Ao mesmo tempo a exposição fotográfica “O melhor lugar do mundo”, dos alunos do curso de fotografia, permitiram uma experiência diferenciada.

A aluna egressa Mônica Soares, do curso de Rádio e TV, falou sobre o seu trabalho intitulado “Bem-vindos os estrangeiros negros na cidade de São Paulo. Em sua pesquisa a radialista investigou o porquê das diferenças que são feitas com os imigrantes no nosso país. “O imigrante branco é gringo e o negro é apenas o africano”.

A segunda parte do evento contou com a presença do psicólogo, prof. Dr. Márcio Farias intitulada “A condição dos Imigrantes africanos e haitianos no Brasil Contemporâneo”- com interlocução dos professores Claudio Sá e Alexandre Claro.

Nas palavras de Márcio, os alunos puderam conhecer um pouco mais da história dos negros e refletir sobre o assunto. Ele iniciou contando aos estudantes que a África é um continente muito pobre, onde as pessoas chegam a andar nuas em cidades do interior e, por isso, saem do país para tentar uma vida melhor.

Muitos desses imigrantes chegam no Brasil, por imaginarem que aqui serão bem recebidos, mas, isso nem sempre acontece, pois, apesar do brasileiro gostar da cultura africana, como por exemplo do samba, tanto ele e quanto os negros de outros países, discriminam os africanos.

Isso acontece porque a história que nos contam sobre os negros vem a partir da escravidão. Porém “eu não me identifico com o chicote”, afirma Marcio. Ele é militante de movimentos negros e luta pelos seus direitos que devem ser iguais aos de qualquer outra pessoa, mesmo que na prática não seja sempre assim. Além disso, o psicólogo acredita que com uma contra hegemonia fortalecida é possível fazer frente ao discurso oficial e conseguir com que os negros consigam seus direitos.

A palestra foi encerrada com uma reflexão deixada pelo professor, “É necessário estar atento ao que esses imigrantes que estão chegando agora têm a nos dizer. Eles podem nos ensinar muito, inclusive sobre a história que nós não conhecemos. E essa pode ser uma forma de conhecer e deixar muitos preconceitos que temos com o povo africano de lado”, conclui.

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