Criatividade e Inovação são as apostas da nova era

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Com o crescimento da era digital, se um conteúdo não estiver na internet, ele não existe

Por Natalia Dias

Edição: Nadini Lopes

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O mês da Convergência de Mídias está chegando ao fim e no dia 22 de setembro aconteceu a penúltima palestra, no Campus Ana Rosa. Dessa vez, as convidadas foram: Paula Nadal, da Edelman Significa e Erika Almeida, do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo. Ambas palestraram sobre as novas tendências digitais.

Paula Nadal contou um pouco sobre sua experiência na área de comunicação. Apaixonada por redação, trabalhou durante sete anos para Abril, sendo repórter de algumas revistas como a Nova Escola e Superinteressante. Depois, atuou na área digital como editora assistente no site Nova Escola.

Em 2013, saiu da redação para se juntar à equipe Digital da Edelman Significa e sentiu a diferença: “Fiquei impactada ao ir para uma agência, mas acredito que a comunicação precisava de um avanço na área digital, eu precisava dessa mudança”. A Jornalista é responsável por projetos e estratégias de comunicação digital de clientes como GE, BRF, Colégios Maristas e Instituto Embratel Claro. Na área, ela também é responsável por estabelecer as estratégias sobre como o cliente deve fazer para atingir os objetivos desejados.

“Devemos deixar de fazer coisas que achamos que as pessoas vão gostar e fazer o que elas realmente gostam. Atualmente, tudo é mais fragmentado porque não focamos mais em uma mídia, sempre focamos em várias – TV, rádio etc –, por isso, há uma pressão nas agências e redações para que consigamos diferenciar o conteúdo e fazer com que ele seja bom o suficiente para agradar e atingir o público”, completa.

Violinista de formação, Paula acredita que confiança e atenção estão escassas nos dias atuais, mas que são as coisas que devemos aprender a conquistar, para diferenciar nosso conteúdo e atingir nosso público. “Hoje, devemos gerar interesse nas publicações, pois a relação é baseada em significado, o conteúdo também não é mais um prioridade, mas sim a distribuição desse conteúdo, já que as plataformas são mais poderosas que os publishers e claro, nossos juízes são as pessoas, que decidem qual conteúdo é mais relevante”.

Formada em Relações Públicas pela Unitau de São José dos Campos, Erika Almeida trabalha atualmente como coordenadora de comunicação do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo e começou explicando sobre a função dos Conselhos Regionais e Federais, que servem para orientar o profissional na prática da profissão.

A profissional é mestranda da Pontifícia Universidade Católica e desabafou sobre seu medo: “Sempre tive receio de lidar com pessoas de um órgão público, já que é uma relação difícil, ainda mais porque fazer comunicação em um órgão privado é de um jeito, no público é totalmente diferente”. Mas, acredita ser totalmente sortuda, pois conseguiu superar o medo e agradece todos os dias pela sua equipe, composta por um webmaster, dois criativos, um suporte para o webmaster e para edição de vídeo e um estagiário.

Erika Almeida também citou como é trabalhar com orçamento baixo, já que tudo que é gasto por um órgão público é fiscalizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “Por esse motivo, a criatividade é tão importante para fazer conteúdos bons e diferentes, mesmo sem muito dinheiro”, completa.

“Quando entrei para a equipe de comunicação do Conselho, decidi analisar como estava a comunicação na área digital e fiquei chocada. No facebook, por exemplo, era uma linguagem tão difícil e conservadora, que não consegui terminar de ler os textos e ver os vídeos, que tinham sempre o mesmo cenário”, finaliza.

A RP elaborou propostas para mudanças na área digital, a primeira delas era mudar a linguagem, já que ao pesquisar quem é o público da página do facebook, percebeu que a faixa etária era entre 25 e 43 anos e não dava para ter uma linguagem totalmente coloquial com um jovem que acabou de entrar ou sair da faculdade.

Outra proposta era mudar o modo de comunicação por vídeos, já que geram engajamento, precisavam ser bem feitos. A diretoria aceitou todas as propostas e as alterações foram feitas, Erika e sua equipe conseguiram reviver a interação na página – agora, o público fala o que gostaria de ler na página. “Passamos a usar GIFs e vídeos em formatos diferentes e só assim, vimos a mudança acontecer”, completa.

O processo foi lento, mas deu certo. O número de curtidas aumento consideravelmente e hoje atingem mais de 300 comentários em alguns posts (sem engajamento), o que é muito difícil para uma página de um órgão público segmentado. Ganharam defensores e implantaram novidades mesmo com a dificuldade financeira: “Em 25 anos de formada, nunca tive essa experiência e isso me deixou muito feliz”.

Por fim, é perceptível a importância da criatividade e da inovação no contexto digital da nova era. “Se fizermos um conteúdo para não compartilhar e que esteja em diversas plataformas, de diversas maneiras, é melhor não fazermos. Pois hoje, a comunicação é isso: engajamento entre mídias e criatividade na inovação para atrair e gerar interesse do público”, conclui Erika.

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