FIAMFAAM inicia ciclo de palestras sobre Convergência de Mídias

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Profissionais de Jornalismo debatem a importância das novas plataformas digitais

por Natália Dias Antunes

Na primeira terça do mês, 05, às 19h no auditório do campus Ana Rosa, os primeiros convidados foram: Naíma Saleh, da Revista Crescer; Victória Damasceno, da TV Carta e Fábio Manzano, da Agência EFE. Os palestrantes falaram sobre a importância das convergências das mídias e sobre a necessidade de adaptação das diferentes plataformas de comunicação.

Naímah Saleh, iniciou a palestra e contou como decidiu escolher jornalismo: “ Sempre gostei de revista. Quando criança, minha mãe comprava muitas pra mim. Eu gosto de poder brincar com o texto e acredito que a revista nos proporciona isso por ser um espaço mais aberto”.

A jornalista, que trabalha como repórter na editora Globo e já trabalhou na Revista Cosmopolitan, da editora Abril, conta como – antigamente  – a revista era vista como nobre já que todas as matérias mais importantes eram dirigidas ao papel. Para o site eram direcionadas somente as matérias que não eram tão “importantes” e que não entravam na edição. “O site era uma espécie de sobra. Isso só mudou quando a publicidade passou a anunciar mais em site, que é uma plataforma maior. “, comenta.

Naímah acredita que haverá mudanças dentro das redações já que há o pensamento de que alguns conteúdos são apenas para sites e/ou revistas: “Devemos entender que hoje, o site é a melhor plataforma, pois atende mais rápido às necessidades do público, mas isso não significa que a revista seja irrelevante, ela apenas precisa mudar e fazer que seu público a priorize”. E finaliza: “Há diferentes públicos – por exemplo: o público do Facebook e do Instagram – temos apenas que nos adaptar a eles, escrever de diferentes maneiras para públicos e plataformas diferentes”.

Victória Damasceno, da TV Carta, falou da importância do vídeo nas redações: “O vídeo é colocado com ênfase nas redes sociais porque elas são o carro chefe atualmente”. Na Carta Capital eles trabalham com dois tipos de vídeo: Boletim Semanal – resumo de três minutos falando sobre as principais notícias da semana – e Vídeo Reportagem – uma reportagem em forma de vídeo com tema específico.

As pessoas têm memória audiovisual e na rotina diária muitas vezes não possuem tempo para lerem notícias, mas todos têm 30 segundos para assistir a um vídeo. “É vantajoso investir em audiovisual, pois devemos sempre pensar em novas coisas para agradar o público que está sempre atrás de informação rápida”, afirma Victória.

A EFE é uma das maiores agências de notícias do mundo e trabalha com notícias internacionais. O editor multimídia, Fábio Manzano, declara: “Muitas vezes o nome da agência aparece no canto da matéria, por isso, na EFE as redes sociais são mais para a visibilidade da marca. Já que algumas pessoas não enxergam onde e o que realmente faz uma agência de notícias”.

Fábio é responsável pelo twitter da agência (@BrasilEFE) e garante que o Moments, botão que permite encontrar histórias com mais facilidade na plataforma, é a sacada da EFE, porque proporciona visibilidade para as matérias serem encomendadas e assim, mostradas em outras plataformas.

Por fim os jornalistas comentaram que é importante entender que cada plataforma tem uma função e um público diferente, mas que elas podem trabalhar juntas. Assim a compreensão deste público é fundamental. Atualmente, mais do que se comunicar, é importante compreender como interagir e saber o que está acontecendo nas diferentes plataformas, afinal, onde há repercussão há interesse público.

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