Os prazeres e percalços da cobertura internacional

 

Letícia Rubira e Leyce Luise 

Uma das áreas mais atraentes, desafiadoras e utópicas para o estudante é a de correspondente internacional. E para falar sobre esse tema, debater, dar dicas, trazer familiaridade com o assunto, a Semana de Jornalismo do FIAM-FAAM trouxe o renomado jornalismo de coberturas internacionais, José Arbex Jr., a corresponde da agência EFE, Alba Santandreu, o editor executivo da BBC Brasil, Caio Quer, e a subeditora do El País, Flávia Marreiro.

Com mediação do professor de Geopolítica, Rodolfo Chagas, o evento  abordou as práticas jornalísticas, com análises sobre a profissão, o caminho de formação, abordando também as transformações que ocorreram com as novas tecnologias.

A subeditora Flávia Marreiro lembrou dos prazeres e percalços de uma cobertura internacional quando foi correspondente do jornal Folha de S. Paulo em Caracas e Buenos Aires, em momentos de transição história, política e social. Ela também destaca a importância de produzir conteúdo que atenda os leitores, independentemente de sua nacionalidade.

A degradação da área jornalística e a dificuldade de manter um correspondente internacional, por motivos econômicos, também é destacada por Flávia. No entanto, ela ressalta que ter um correspondente é imprescindível para transmissão da notícia.

Para ter uma cobertura internacional de qualidade, Flávia recomenda ter pensamento global, contextualizar a notícia que será dada e escrever de forma inteligível, clara e direta. Ela enfatiza a necessidade de aprender com os erros, exercitar criticidade para elaborar conteúdos com mais qualidade.

“São poucos textos que eu olho e falo que está redondo. Eu acho que o jornalismo tem de ser assim, não pode ser autossuficiente, achar que sempre está fazendo um bom trabalho, porque se você baixa a guarda, você vai pegar a informação errada e vai assumir algo que não é daquele jeito”.

Desafios da cobertura internacional

Segundo o professor Rodolfo Chagas, os estudantes ainda olham a cobertura internacional como algo distante, por isso a importância de trazer essas informações e questionamentos para a Semana de Jornalismo.

Para o jornalista e professor José Arbex Jr., a abordagem jornalística precisa desenvolver a crítica e não se acomodar em um “jornalismo globalizado” de produções rápidas e de reprodução de notícias.

Arbex Jr. destacou o perigo do imediatismo dos meios de comunicação e de tornar como verdade discursos distorcidos. Segundo ele, “é preciso conhecer as histórias dos países”.

 

 

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