Consciência que dá samba

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Programa especial da webrádio do FIAM-FAAM-Centro Universitário homenageia o samba e comemora o Dia da Consciência Negra

 

Por Murilo Silberman
Fotos: Mayara Damasceno
Edição: Fabíola Tarapanoff e Marcelo Salgado

            Para celebrar o Dia da Consciência Negra, o FIAM-FAAM-Centro Universitário e o Núcleo de Estudos Étnico-Raciais (NERA) prepararam uma programação especial.  A comemoração teve início nessa quinta feira, no campus Morumbi com o programa da webrádio Consciência que dá Samba. Com a apresentação de Rodrigo Matskei, a atração falou sobre os 100 anos de Samba, comemorado nesse ano, e a presença do negro nesse ritmo musical.

            Além de Rodrigo, os professores e jornalistas Marcos Zibordi, Claudia Nonato, Edilaine Félix e Eliane de Almeida se juntaram a Rosemeire Marcondes, presidente da escola de Samba Lavapés, para debater vários temas que envolvem o samba: o papel do rádio como difusor do samba, o samba e seus subgêneros e a mulher negra no samba. O programa teve início com Edilaine lendo texto sobre o Dia da Consciência Negra feito pelo professor Márcio Macedo.

Tudo música boa

            Artistas como Cartola, Alcione, Paulinho da Viola foram citados como grandes nomes do samba brasileiro. Também foi discutido o preconceito existente contra o funk: nem tudo seria “música ruim” ou “música boa”.

            Um dos pontos altos importantes foi o debate sobre o papel do samba-enredo. Rosemeire Marcondes falou sobre a Lavapés, escola de samba mais antiga de São Paulo, que foi fundada em 1937. A sociedade tem como símbolo a “baiana”, representando todas as mulheres que ajudaram o carnaval da capital paulistana a se tornar um sucesso.

            A professora Eliane de Almeida falou sobre a antiga criminalização do samba, a imagem da mulher negra no ritmo musical e sua importância nacional. “O samba não era considerado cultura brasileira. Hoje, todo mundo acha legal dizer que gosta de samba. Mas, há pouco tempo atrás, dizer que se gostava de samba era como dizer, hoje, que se gosta de funk”, refletiu Eliane.

Nesta sexta (18), no campus Ana Rosa, ocorreu a segunda edição do Consciência que dá samba, com representantes da escola de samba Vai-Vai. Além disso, teve a “Vivência em Percussão Popular Brasileira e Afro-descendente: Ijexá”, com a professora Maria Carolina Simões dos Santos, dos cursos de graduação e pós-graduação em Musicoterapia da instituição. A oficina reuniu alunos e professores em um rico aprendizado sobre os ritmos africanos e uma prática em grupo com vários instrumentos de origem no continente negro: som, ritmo e cultura.

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