Jornalismo e empreendedorismo na Semana de Comunicação

Jornalistas relatam experiências e dificuldades em montar seus modelos próprios de negócio

Por Paulo Octavio
Editado por Mayara Lobato

A crise econômica, demissões em massa e queda de receitas fazem com que jornalistas sejam obrigados a encontrar outras formas de trabalho, além do realizado nas grandes redações. E a internet acaba sendo um campo fértil para novos modelos de comunicação. Foi esse o tema debatido na mesa “Startups de jornalismo: como criar uma? Como sobreviver?”, parte da programação do terceiro dia da Semana de Comunicação do FIAM-FAAM Centro Universitário.

Na noite desta quarta-feira, 26/10, no auditório Nelson Carneiro, localizado no campus Liberdade, Fausto Salvadori Filho, do Ponte Jornalismo; Gustavo Ribeiro, do Plus 55; e Renata Rizzi, do Nexo, discutiram como montar negócios independentes com base em suas experiências. A mesa contou, ainda, com mediação do jornalista Cassiano Gobbet. Todos eles fazem parte da Online News Association (ONA), uma organização internacional sem fins lucrativos que reúne jornalistas digitais, conectando jornalismo, tecnologia e inovação.

Os palestrantes relataram como aproveitaram brechas na cobertura da grande imprensa para montar seus negócios. Gustavo mantinha um blog em francês sobre assuntos relacionados ao Brasil e a audiência do site mostrou o interesse dos estrangeiros em relação ao nosso país. A partir daí, ele fundou o site Plus 55, que explica notícias nacionais para o público de fora. Os textos são escritos em inglês.

Já Fausto tinha o desejo de abordar, em coberturas de mídia, questões ligadas à justiça, desigualdade e direitos humanos; assim, então, foi fundado o Ponte Jornalismo.  Enquanto que Renata Rizzi montou o Nexo pensando em contextualizar e explicar de forma mais profunda as notícias divulgadas pela mídia, sem entrar na lógica da pressão por exclusividade.

Para eles, a internet abre a possibilidade para iniciativas independentes, pois, entre outras coisas, elimina o gasto como papel. O financiamento dessas iniciativas ainda é um desafio, pois o público do digital costuma rejeitar os anúncios publicitários. Mesmo com as dificuldades, os participantes da mesa acreditam que vale a pena investir em iniciativas independentes no jornalismo.

Gustavo Ribeiro deu dicas para aqueles que pensam em abrir seu próprio negócio: “é preciso pensar não como empregado, mas como empreendedor, buscando novas fontes de renda e divulgação do trabalho. E, ainda, é preciso se preocupar com questões da empresa, não só do jornalismo”, finaliza.

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